Um julgamento justo?
O caso Isabela, esgotado pela mídia, mas que ainda é assunto de informes urgentes e matérias especiais, me lembra a canção “Gallows Pole”.
Crimes hediondos de qualquer gênero incitam na sociedade um sentimento natural de retaliação. Quando o atentado é contra a integridade física e ou emocional de crianças a situação é agravada. Assim, para evitar julgamentos emocionais precipitados foram criadas as leis e o poder judiciário. Este, tem como responsabilidade apurar os fatos e julgar de forma imparcial os processos, sem a interferência de interesses particulares ou do clamor popular.
Com toda exposição gerada pela mídia e promovida pelas autoridades, questiono se o poder público conseguirá lidar com a pressão. Pois, a sociedade requer uma resposta rápida e os que proferiram acusações nos meios de comunicação temem as conseqüências de suas palavras caso a condenação não aconteça.
Gostaria de saber se existe mais de um desfecho para esta história ou se as cartas já estão marcadas. Infelizmente a resposta é incerta e o sentimento que fica é o da música cantada pelo Led Zeppelin: Muitos vêm para assistir ao enforcamento, ninguém para salvar o enforcado e mesmo com a chegada da verdade que pode salva-lo, o algoz executa com satisfação a sentença.