Mulheres levantem a mão!
Você não precisa ler relatórios estatísticos ou visitar a lista de programadores notáveis da Wikipedia para perceber que nós não temos muitas mulheres trabalhando com computação. Para quem trabalha na área este fato é tão natural que nós nem mesmo falamos sobre o assunto (a não ser quando alguém faz uma piada).
Eu sempre pensei que o número pequeno de mulheres não é um problema apenas da computação, porque é fácil observar que as ciências tendem a ter um número maior de homens. Mas chamou a minha atenção que a disparidade da ciência da computação é estática ou está piorando de acordo com este artigo publicado no New York Times:
“For decades, undergraduate women have been moving in ever greater numbers into science and engineering departments at American universities. Yet even as they approach or exceed enrollment parity in mathematics, biology and other fields, there is one area in which their presence relative to men is static or even shrinking: computer science.”
De acordo com os especialistas, o fator social é determinante para explicar porque as mulheres não escolhem ciência da computação. Um artigo na ScienceDaily, afirma que as mulheres evitam as ciências e as engenharias porque elas pensam que é uma atividade solitária. Em complemento, no artigo citado do New York Times, o cientista Dr. Jan Cuny, afirma que o estereótipo nerd é um grande problema.
A discriminação também é apontada como um fator de distância, mas eu acredito que é igual ao das outras áreas profissionais. O que acontece é que o pequeno número de mulheres trabalhando com computação talvez faça crescer o sentimento de discriminação.
A discussão entre Steven Pinker e Elizabeth Spelke de Harvard causou polêmica. Eles debateram a idéia de que existe diferença de habilidades entre os homens e as mulheres, e que este fato poderia definir a escolha das carreiras.
São muitas as suposições, mas a resposta não é simples. Ações como o projeto Artemis são louváveis para incentivar o ingresso de mulheres nas carreiras de ciência e tecnologia. Sem dúvida a organização e a sensibilidade das mulheres faria muito bem a computação.

Assim como você não sabe como a sua calculadora funciona internamente, para programar em uma linguagem como o Ruby, você não precisa conhecer muito além da própria linguagem.