Frutos do ócio criativo…
Maio com ela
No ar gelado da cidade elétrica, caminho alegre.
Invisível e determinado atravesso o concreto e as pessoas.
Chegando à esquina da saudade, abro a caixa que carrego e me desfaço
de sentimentos cansados.
Como encontrou a chave? Grita um homem no meio da multidão.
Ouvem-se apenas largos passos em direção a ela, meu sorriso responde.
Minha Poesia
Sou amigo da solidão
Primo da ilusão
E pai da poesia
Minha filha não é bonita
Não disperta nem arrebata
É apenas poesia
Canção do Exílio
Minha terra tem coqueiros,
Onde canta o ACM.
As aves que aqui rapinam,
Não rapinam como lá.
Nosso céu tem uma estrela,
Nossas casas têm mais grades,
Nossos morros têm mais vida,
Nossa vida é futebol.
Musa da Saudade
Por que sem asas?
Vejo nas formas um ser celestial.
Irmã de Cupido, talvez Psique.
Oh Deus, ela põe meu coração em brasas.
Mas a sinto tão longe
Suave como uma brisa,
Amena e funesta.
Seria mais fácil ser um monge.
Não agüento a angustia
De não ter ao meu lado
Essa flor que não conhecia,
Não temia, não existia.
Amizade
De mesma matéria
Produto das mesmas dores
Qual irmãos crescemos
Envolvidos por amores
Trocamos energia e idéias
Descobrimos as diferenças
Queríamos ser amigos sinceros
Fomos impedidos pelas crenças
Sobram as palavras
E falta o conteúdo
De “oi” em “oi” seguimos
Juntos em tudo
Com Vontade
Estou com vontade
de estar
de sentir
tua face
teu peito
Mergulhar nos teus olhos
sem medo de me afogar
Gritar ao mundo
correr na rua
sentar no chão
deitar na grama
a te contemplar
A que vida boa sem reveses
pois você a me esperar
com vontade de estar
de sentir…
ótimos poemas, gostei muito da Canção do Exílio, muito legal a forma que modificou os originais, bem criativo.
Bonitas tuas poesias e teu jeito de escrever criticamente é algo muito especial, não perca isso heim…
bj te cuida